O impacto do uso da Inteligência Artificial nos
processos de Ensino e aprendizagem
Allan Elias de Souza Costa Avalos1[1]
O presente documento científico
relaciona o desenvolvimento das tecnologias e o seu aproveitamento no processo
de ensino e aprendizagem, para refletir sobre os avanços no campo da
Inteligência Artificial, buscando entender e avaliar o medo e as perspectivas
que o assunto ainda traz sobretudo para os profissionais que trabalham em
salas-de-aulas, os quais muitas vezes temem pelo risco da perda de seus
trabalhos ou da diminuição de sua relevância no processo como um todo, mas que
talvez pudessem não apenas adaptar-se à estas novas tecnologias, e a todo o
conteúdo que suas atualizações constantes ainda trazem para a sociedade, mas
adaptá-las à sua vida profissional para otimizar processos que já existem, e
que portanto já fazem arte do seu cotidiano profissional, mas também criar outros ainda melhores, permitindo-os
que o tempo seja otimizado e que muitas vezes possa gerar novos tempos livres,
seja para dedica-lo novamente ao aperfeiçoamento de outros processos ou para
dedicar aos seus próprios interesses na sua vida particular.
ABSTRACT
This
scientific document relates the development of technologies and their use in
the teaching and learning process, to reflect on advances in the field of
Artificial Intelligence, seeking to understand and evaluate the fear and
perspectives that the subject still brings, especially for professionals who
work in classrooms, who often fear the risk of losing their work or decreasing
their relevance in the process as a whole, but who perhaps could not only adapt
to these new technologies, and to the entire content that its constant updates
still bring to society, but adapt them to your professional life to optimize
processes that already exist, and which therefore already make art into your
professional daily life, but also create even better ones, allowing them to
over time is optimized and can often generate new free time, either to
rededicate it to improving other processes or to dedicate it to your own
interests in your private life.
A história da humanidade se caracterizou
ao decorrer dos séculos pela sua dinamicidade, o mundo gira e não pode parar, e
ele carrega com si histórias e mudanças. Não é de se admirar que a forma pela
qual aprendemos, dentro ou fora do ambiente escolar, também precise mudar,
precisa ser dinâmico e também não pode parar.
Neste sentido, é importante avaliar
o papel das tecnologias emergentes para uma nova fase não só social e
econômica, o que é inevitável, mas de oportunidades e aprendizagem. Dentre
estas novas tecnologias, surge o contexto da aplicação da Inteligência Artificial
no ambiente escolar; o que para muitos é um sonho feliz e produtivo, e para
outros não passa de uma incógnita perigosa, que coloca em risco o papel do
professor.
Turkle e
Papert (1992) já falavam sobre a necessidade
de se considerar o pluralismo
epistemológico, ou seja, a existência de diferentes formas de conhecer e
aprender, e este discurso, por si só, já é um convite para se pensar nas novas
possibilidades que o mundo tecnológico trouxe para a sociedade moderna.
Este documento científico tem por
interesse investigar, a partir de pesquisa bibliográfica e reflexão, o uso
produtivo ou não do contexto tecnológico para a realidade não apenas da sala de
aula ou dos interesses de professores e alunos, mas do processo do Ensino e
Aprendizagem em si, como aquele que deve estar em ênfase de forma funcional.
Bates (2015) define a inteligência
artificial como a representação em software dos processos mentais usados na
aprendizagem de humanos. E esta é uma definição que co-relaciona a Inteligência
Artificial, aquela programada e desenvolvida pelo e para o avanço e desenvolvimento
da humanidade, com o contexto de uso para a aprendizagem.
Desta forma, é imprescindível que
imaginemos não apenas diferentes contextos de acesso à tecnologia, mas também
diferentes contextos na capacidade de uso desta tecnologia, porque é certo que
nem todos haverão de ter acesso às possibilidades que a Inteligência artificial
permite sonhar, tanto quando é certo que nem todos que terão acesso saberão
explorá-la de forma produtiva e capaz de criar perspectivas evolutivas no
contexto de suas vidas.
E são estas perspectivas evolutivas
que precisam trabalhar em favor da produtividade, dos resultados e da
satisfação de professores e estudantes, afinal, é a partir desta experiência
que se constrói uma sociedade melhor, mais informada, e capaz de fazer uso ou
aperfeiçoar tecnologias semelhantes no cotidiano das pessoas que estejam ou não
em um contexto escolar ou de aprendizagem.
A conexão entre os Stakeholders, ou seja, todos aqueles que
serão impactados de forma direta ou indireta pela implementação de projetos que
visem a conexão entre tecnologia e aprendizagem, é de fundamental importância,
visto que o Novo traz consigo desafios, e não é diferente o papel da
Inteligência Artificial neste contexto.
Para além disso, o crescimento das
possibilidades do uso desta Inteligência Artificial nos mais diversos segmentos
da sociedade traz a necessidade no mínimo de um direcionamento tecnológico, o
que é secundário a partir do seu domínio, do seu uso e da criação de
perspectivas a partir dele.
Não é difícil imaginar que o acesso
facilitado à Inteligência Artificial chame a atenção; mas em um mundo com
tantas informações, e restringindo-se ao ambiente escolar, estudos mostram que
são os professores quem mais têm feito acesso ao Chat GPT, por exemplo, o que
se torna interessante, já que a natureza do acesso tende a desvendar uma
ferramenta que seus estudantes também têm, e este desvendamento é uma
oportunidade de se resguardar o processo.
Nem tudo é tão claro neste universo
tecnológico de possibilidades, já que muitos professores têm também o receio de
serem substituídos no processo de Ensino, perdendo suas vagas de emprego para
máquinas que adotem a Inteligência Artificial, o que é muito remoto que possa
acontecer, visto que muitos atributos humanos indispensáveis para a relação
social e produtividade crítica poderiam ser perdidos.
Para citar alguns destes atributos
tipicamente humanos, podemos lembrar do senso crítico que rivaliza diretamente
com a lógica das máquinas programadas, além é claro da sensibilidade, da
capacidade de acolhimento, da criatividade, e do principal, do espelhamento da
figura humana, uma vez que não é novidade que professores costumam espelhar
aquilo que alguns alunos almejam, e isto não aconteceria com uma máquina ou
software.
Para
(Chen, 2020) Sistemas de IA utilizando algoritmos avançados e técnicas de
aprendizagem de máquina, têm a capacidade de adaptar o conteúdo educacional, as
avaliações e o feedback às necessidades únicas e ao ritmo de aprendizado de
cada aluno, e estas são possibilidades muito atrativas para o cotidiano
produtivo de professores que lidam diretamente com os resultados de seus
processos.
São os resultados que balizam o
processo e não necessariamente o contrário, por isso, não faria nenhum sentido
falarmos sobre tecnologia sem esperarmos resultados, tanto quanto talvez não
fizesse sentido buscarmos desenvolvimento social facilitado por uso de
Inteligência Artificial sem que houvesse o emprego desta tecnologia de modo a
desenvolver os processos educacionais.
Inclusive, este é um processo que
pode aumentar a qualidade de vida de professores, que são os atores mais
receosos do desenvolvimento do processo, afinal, ao automatizar atividades como
a correção de provas, a atribuição de notas e a geração de relatórios, os
professores dispõem de um tempo maior para desenvolver estratégias pedagógicas
efetivas (Oliveira; Pinto, 2023), ou, por que não?, para descansar o corpo e a
mente.
É importante avaliar o valor do
descanso, ou até mesmo do chamado Ócio
Criativo (Ramos, 2018) que traduz o descanso do corpo e da mente, a partir de
atividades simples do dia-a-dia como ponto de partida para aprimoramentos de
produtividade e criatividade profissional, além do aumento da qualidade de
vida, a partir do lazer.
Outrossim, o conceito, a prática, as
possibilidades, o aprofundamento e todos os resultados que podem ser obtidos a
partir do uso da Inteligência Artificial por professores e alunos no processo
de Ensino e de Aprendizagem podem não apenas ser aprimorados, mas gerar lazer,
e outros momentos que traduzam produtividade e qualidade de vida.
3. Considerações Finais
O uso da Tecnologia, e especialmente
da Inteligência Artificial, ainda traz consigo muitas dúvidas e incertezas, mas
não deveria ser tratada apenas no âmbito das incertezas, porque é certo que
toda evolução tecnológica ao decorrer dos séculos trouxe perspectivas a serem
aplicadas no processo de Ensino e Aprendizagem.
Não obstante, Estas mesmas
tecnologias quando exploradas adequadamente, trazem não apenas produtividade e
resultados para o processo, mas também a possibilidade de otimização de tempo, que
uma vez existindo, pode ser aproveitado para aperfeiçoar o próprio processo em si, ou mesmo
para usufruto pessoal do profissional da educação.
4. Referências
BATES, A. W. Teaching in a Digital Age: Guidelines for
Designing Teaching and Learning. Vancouver BC: Tony Bates Associates Ltd,
2015.
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